Escrito originalmente por Ela Kaca para Vertices Language Coaching. Você poder ler a versão original em inglês aqui.
Uma das perguntas mais frequentes que recebo, como professora de inglês, é o que eu acho mais difícil em ensinar.
Durante minha licença maternidade, que no Canada é de um ano, eu fiz questão de me dedicar e de refletir sobre meu método de ensino, minhas aulas e os objetivos que eu traçaria para meus alunos.
Independentemente de qual ângulo eu olhasse, sempre a mesma pergunta vinha à tona: meus alunos estão motivados? É comum perceber que alguns alunos ficam frustrados ao terem que fazer lição de casa, outros tem horror a trabalhar em grupos e há, ainda, aqueles que se sentem como se estudassem por horas a fio sem alcançar nenhum resultado ou nenhuma melhora.

Foi então que decidi perguntar aos meus alunos o porquê deles estarem estudando inglês:
- Por que você está estudando inglês?
- Como falar inglês vai ajuda-lo hoje? E como vai ajuda-lo no futuro?
- Quais estratégias de estudo você costuma usar?
- Será que está na hora de aplicar novas estratégias?
- Qual o papel do professor, na sua opinião?
- O que torna uma aula boa?
- O que faz um bom professor?
- O que faz um bom aluno?
O resultado dessa reflexão com a classe foi incrível. Com seus objetivos em mente, os alunos passaram a se aplicar mais e mais ativamente no seu processo de aprendizagem.

Apesar dessa mudança de atitude na sala de aula, depois de alguns dias comecei a notar um certo regresso à mentalidade de antes da reflexão. Foi então que entendi que precisaríamos passar por outro processo de auto avaliação e reflexão.
Os alunos foram encorajados a refletirem sobre o que tinham aprendido durante a semana e se estavam mais próximos de atingir seus objetivos do que na semana anterior. Esse processo reflexivo se tornou uma atividade semanal e foi o elemento chave que os manteve motivados durante o curso.
Para mim é primordial manter os alunos motivados, não só com atividades lúdicas, mas, principalmente, ajudando-os a refletir sobre seus objetivos, expectativas, frustrações.
E você? Como você responderia às mesmas perguntas que faço aos meus alunos?
Escrito originalmente por Ela Kaca para Vertices Language Coaching. Você poder ler a versão original em inglês aqui.
