Eu testei o Google Translate e foi isso o que aconteceu

Muita gente me pergunta – e eu também acabo me perguntando – se dá para confiar na tradução do Google. Anos atrás eu diria categoricamente que não. Um dos meus alunos usou o tradutor para passar a palavra planejar ou planejamento para o inglês e saiu com avião.

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Mas, como os avanços em tecnologia e inteligência artificial têm se dado com rapidez cada vez maior, decidi que agora seria uma boa hora para testar a eficácia do Google Translate.

Antes de continuarmos é preciso fazer algumas ressalvas:

  • Eu escrevo uma versão em inglês e outra versão em português para cada um dos meus textos, ou seja, eu não traduzo.
  • Usei duas versões de um mesmo texto para avaliar a precisão do aplicativo.
  • Meu português talvez já não soe tão  natural porque não é a língua na qual me comunico no meu dia-a-dia.

Vamos ao experimento

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Primeiro, passei o texto em português pelo tradutor.

Original em Português

Nas duas últimas décadas o número de pessoas interessadas em aprender inglês tem crescido consideravelmente. Todos parecem perceber o quão importante é falar um idioma universal. Entretanto, apesar de todos quererem verdadeiramente aprender inglês, poucos são aqueles que estão dispostos a realmente se dedicar. Por isso vemos o crescente número de escolas, cursos, e métodos vendendo uma “fórmula mágica”.

Versão Google Inglês

In the past two decades, the number of people interested in learning English has grown considerably. Everyone seems to realize how important it is to speak a universal language. However, although everyone really wants to learn English, few are those who are willing to really dedicate themselves. That is why we see the growing number of schools, courses, and methods selling a “magic formula”.

Depois, comparei a versão do aplicativo à versão que eu havia escrito em inglês.

Versão Google Inglês

In the past two decades, the number of people interested in learning English has grown considerably. Everyone seems to realize how important it is to speak a universal language. However, although everyone really wants to learn English, few are those who are willing to really dedicate themselves. That is why we see the growing number of schools, courses, and methods selling a “magic formula”.

Original em Inglês

Over the years, I have noticed that, in spite of how badly everyone seems to want to speak English (or any other language, for that matter), very few people are actually willing to put in the work. That’s why there are so many schools, courses, and approaches selling a ‘magical solution’ to language learning.

Conclusões

  1. Meu estilo de escrever inglês e português são diferentes entre si. Para entender mais sobre o assunto, muitos estudos buscam compreender como cada língua afeta o modo de pensar e interpretar o mundo e vice-versa. Veja mais aqui.
  2. O texto original em inglês é mais curto; a estrutura das frases é diferente.
  3. Fórmula mágica, do português é traduzido para ´magic formula´, enquanto no original em inglês eu usei ´magical solution´. Qual a diferença? Magic formula se refere à poção mágica, magia, sobrenatural. Magical solution se refere a algo misterioso, que não se explica, mas que não está necessariamente conectado ao sobrenatural.

Não satisfeita, resolvi fazer o caminho contrário é traduzir do original em inglês para o português usando o google.

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Original em Inglês

Over the years, I have noticed that, in spite of how badly everyone seems to want to speak English (or any other language, for that matter), very few people are actually willing to put in the work. That’s why there are so many schools, courses, and approaches selling a ‘magical solution’ to language learning.

Versão Google Português

Ao longo dos anos, notei que, apesar de parecer que todo mundo quer falar inglês (ou qualquer outro idioma), poucas pessoas estão realmente dispostas a trabalhar. É por isso que existem tantas escolas, cursos e abordagens que vendem uma ‘solução mágica’ para o aprendizado de idiomas.

E depois comparei a versão em português do Google com a minha versão original em português.

Versão Google Português

Ao longo dos anos, notei que, apesar de parecer que todo mundo quer falar inglês (ou qualquer outro idioma), poucas pessoas estão realmente dispostas a trabalhar. É por isso que existem tantas escolas, cursos e abordagens que vendem uma ‘solução mágica’ para o aprendizado de idiomas.

Original em Português

Nas duas últimas décadas o número de pessoas interessadas em aprender inglês tem crescido consideravelmente. Todos parecem perceber o quão importante é falar um idioma universal. Entretanto, apesar de todos quererem verdadeiramente aprender inglês, poucos são aqueles que estão dispostos a realmente se dedicar. Por isso vemos o crescente número de escolas, cursos, e métodos vendendo uma “fórmula mágica”.

Conclusões

  1. A diferença entre as duas versões se torna mais óbvia ao traduzir do inglês para o português. Certas expressões idiomáticas e phrasal verbs não foram traduzidos de forma precisa, como ´put in the work´, que se tornou simplesmente ´trabalhar´ em vez de ´se dedicar, se esforçar´.
  2. Eu realmente uso mais palavras em português do que em inglês.

Tá, mas o que isso realmente quer dizer? Será que podemos usar o Google Translate com segurança?

É verdade que a qualidade da tradução melhorou muito e que não há uma distorção óbvia ou gritante de significado entre os textos. Também é preciso se levar em consideração que estamos traduzindo do e para o inglês, que é uma língua bastante estudada e bastante traduzida.

Assim sendo, como uma ferramenta de auxílio, o Google Translate é bastante eficiente. Entretanto, como única fonte de tradução para artigos oficiais, trabalhos escolares ou relatórios profissionais, eu diria que ainda não dá para se confiar na ferramenta cegamente: revise o documento sempre antes de envia-lo.

Leia melhor e mais rápido

ou como melhorar sua nota em reading

Como você lê? Você lê palavra por palavra ou dá aquela lida por cima? Você pula páginas ou mesmo capítulos e volta neles depois? Você lê o final antes de terminar o livro? Você escreve nos seus livros? Você dobra os cantos para marcar a página?

Quando lemos por prazer, não importa muito o que e como o fazemos, afinal, temos todo o tempo do mundo – ou pelo menos gostamos de pensar que temos. Mas quando fazemos uma prova, o que e como lemos têm um enorme impacto na nossa nota, na nossa performance.

Por isso estamos compartilhando CINCO dicas para ajudá-lo a ganhar tempo e melhorar sua nota no IELTS, CELPIP e Cambridge.

  1. Encontre o motivo

Lembre-se: sempre lemos por um motivo. E em se tratando de testes, nós lemos para encontrar as respostas. Então comece lendo as perguntas antes de ler o texto em si. Deste modo você saberá exatamente o que você está procurando.

Para aumentar suas chances de sucesso, sublinhe, circule, anote as palavras-chave e pense em alguns sinônimos ou palavras e expressões que possam ter o mesmo significado. Faça isso porque o teste também está avaliando seu conhecimento em vocabulário.

  1. Procure palavras-chave

Agora que você já sabe o que está procurando, leia o texto por cima em busca das palavras-chave que você encontrou nas perguntas. Ao encontrar a palavra, leia o texto ao redor dela com atenção para entender o contexto e responder a pergunta.

Caso decida ler todo o texto, lembre-se de lê-lo por cima ao invés de lê-lo detalhadamente. As únicas partes em que você deve realmente prestar atenção são aquelas que contém palavras-chave.

  1. Administre o vocabulário

Você provavelmente irá encontrar palavras que você não conhece no texto e isso é perfeitamente normal. Agora, como você lida com o vocabulário desconhecido é o que vai determinar o quão alta será sua nota.

Leia o texto ao redor da palavra desconhecida e tente atribuir significados temporários a ela através do contexto. Qual a idéia geral da passagem? Você pode substituir a palavra desconhecida por outras que você conhece? E sempre tenha em mente que você certamente verá mais palavras que conhece do que não conhece. 

  1. Siga a ordem das perguntas

As perguntas seguem a ordem em que as respostas aparecem no texto. Isso quer dizer que a primeira resposta aparecerá antes da segunda e assim por diante.

Com isso em mente, comece a procurar a primeira resposta pelo começo. Se você encontrar a segunda ou terceira respostas antes de encontrar a primeira, isso quer dizer que você deixou algum detalhe passar.

Não tenha medo de voltar e procurar pela primeira resposta novamente. Só não se esqueça de que o tempo continua passando.

  1. Gerencie seu tempo

Conseguir terminar a prova dentro do tempo estabelecido é parte do critério de avaliação. Para tanto, divida seu tempo igualmente entre cada seção da prova. Se a prova tem uma hora de duração e três textos, planeje gastar 20 minutos em cada.

Tente não ficar empacado. Alguns textos são mais difíceis que outros, algumas perguntas são mais complexas que outras. Se você estiver fazendo um teste no papel, como o IELTS ou os de Cambridge, você pode passar para frente e voltar a qualquer momento. Aproveite-se disso e responda as perguntas mais fáceis primeiro.


Essas CINCO dicas são gerais e podem ser usadas em qualquer teste. Fique ligado para dicas específicas para o IELTS, CELPIP e os testes de Cambridge.

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Leia este artigo em inglês.

Como mandar bem num teste de inglês

Se você estiver se preparando para um teste de inglês, provavelmente você vai ter feito um certo número de exercícios para completar os espaços em branco de um texto.

Hoje nós vamos te ajudar a usar a melhor estratégia para mandar super bem no Reading and Use of English do C2 Proficiency de Cambridge – o antigo CPE.


Reading

For questions 1-6, read the text below and decide which answer (A, B, C or D) best fits each gap.

Vancouver

In the last ten years or so, hundreds of thousands of people from all over the world have 1 ______ up residence in Vancouver, in western Canada. To relax in the evening, residents 2 ______ down the city streets and, if you join them, you are likely to overhear a different language at almost every other step. People come to Vancouver for its mild climate, its wonderful setting between the ocean and the mountains, its clean and safe environment and its educational and job opportunities. And 3 ______ some may grumble about the speed at which new buildings have 4 ______, there’s no doubt that the new arrivals and 5 _____ tourism industry have helped fuel an urban renaissance. Locals once referred to Vancouver as ‘Terminal City’ because of the city’s role as a terminus or gateway to all other places. Though the name has fallen slightly out of 6 _____, Vancouver is more a gateway than ever.

(Cambridge Certificate of Proficiency in English 1, 2002)


Por onde começar

Exercícios de gap fill, em geral, se baseiam não só no conteúdo do texto  antes e depois do gap, mas também na coesão gramatical entre as palavras próximas a ele.

Vamos dar uma olhada nas ´pistas´:

(1) A primeira pista é a partícula up, o que significa que a palavra que está faltando provavelmente é um phrasal verb, ou seja, um verbo + partícula adverbial. Logo em seguida, temos a palavra residence, que nos indica se tratar de alguma forma de habitação.

(2) Da mesma forma que analisamos o primeiro espaço, vamos dar uma olhada no segundo. Quais são as pistas? Começamos com to relax in the evening, ou seja, nosso gap vai estar conectado, de alguma forma, à idéia de lazer, de relaxamento.

Mais adiante, ainda na mesma frase, veremos a partícula down – talvez seja um phrasal verb – e as palavras streets e step. Isso nos mostra que provavelmente a idéia da frase tenha a ver com caminhar, passear.

Como achar a resposta certa

Depois de marcar as ´pistas´ no texto, o próximo passo é identificar as alternativas obviamente erradas ou impossíveis.

Aqui nós vamos fazê-lo de duas formas: primeiro, nós vamos eliminar as alternativas erradas com base no significado e na análise sintática das opções – parace mais complicado do que é.

Depois, nós vamos eliminar todas as alternativas que têm o mesmo significado ou que sejam usadas da mesma forma no contexto. Lembre-se de que só há UMA resposta correta, logo, se duas alternativas forem idênticas, ambas estão erradas.

Vamos às nossas opções:

(1) No primeiro gap, nós sabemos que a idéia é de habitação. Com isso em mente, vamos analisar as alternativas:

A take up = assumir, ocupar tempo, espaço ou atenção. Ocupar um espaço dá a idéia de habitar.

B put up = pode significar hospedar-se. Neste caso, hospedar-se não é o mesmo que habitar. E, atenção, para assumir o significado de hospedar-se, put up precisa vir seguido de at.

C make up = inventar, criar, preparar. Ou seja, não pode ser a resposta correta.

D build up = acumular, desenvolver, estabelecer, desenvolver. Esta alternativa até poderia se enquadrar, mas não é comumente usada com residence no sentido de habitar.

A única alternativa que verdadeiramente se enquadra no contexto é A.

(2) Agora, no segundo gap, devemos nos lembrar da idéia de caminhada, de lazer.

A prowl down = prowl significa caçar, estar à espreita. Não soa muito compatível com lazer, não é mesmo? Vamos eliminar esta resposta.

B stumble down = stumble significa tropeçar. De novo, tropeçar não corresponde à idéia de lazer. Outra alternativa que podemos eliminar.

C trudge down = trudge significa andar vagarosamente, arrastar-se. A idéia não é de lazer. Desta forma, podemos eliminar essa resposta também.

D stroll down = mesmo se não soubéssemos o significado desta palavra, poderíamos concluir que esta é a resposta correta por eliminação. Mas vamos lá: stroll significa caminhar de modo descontraído, passear.

Logo, a resposta correta é D.

Agora é a sua vez

Clique no botão Vancouver para ter acesso ao exercício completo – com answer key.

E diga nos comentários o que achou desta estratégia e se ela funcionou para você.

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Processing…
Success! You’re on the list.

O que você precisa saber no mundo pós-pandemia

Então já tem umas semanas – ou meses – que você não sai de casa para muita coisa além de ir ao mercado e, talvez, dar uma caminhadinha básica, com ou sem cachorro. Parece que todo mundo está se dando super bem ou então passando o maior perrengue.

Você já perdeu a conta de quantas lives do Instagram estão ensinando as pessoas a alongar, fazer yoga, cozinhar, ganhar dinheiro, empreender, ficar em forma, enfim, tudo e mais um pouco.

Nessas horas você se pergunta “o que será que estou fazendo de errado?” Ou então se sente culpado por tomar banho todos os dias – talvez você não esteja indo tão mal assim?

E no meio disso tudo você de repente se dá conta de que o mundo está mudando e que você também vai precisar mudar.

Apesar de não podermos nos reunir com família e amigos, nunca tanta gente esteve tão em contato com os seus. É como se tivéssemos finalmente entendido que não precisamos estar no mesmo lugar para estarmos juntos, para trabalharmos juntos, para crescermos juntos.

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Ninguém sabe ao certo quanto tempo teremos de nos manter afastados ou quando as fronteiras de diversos países serão reabertas. Mas quando isso acontecer, bem, o que isso vai significar, então? Especialistas apontam que o futuro do trabalho e do ensino será mais virtual. Remoto é o adjetivo em voga no momento.

E nesse clima atual se torna mais evidente que algumas habilidades serão fundamentais para que possamos construir nosso novo normal. O letramento digital, ou seja, a capacidade de utilizar recursos tecnológicos e da escrita no meio digital, já é o mínimo esperado e o que tem mantido muitos de nós relevantes nos dias atuais.

Num mundo (digital) sem fronteiras, a língua inglesa é o que nos une. Ela nos permite colaborar com pessoas em diferentes países, compartilhar informações sem filtros, e ver o mundo com nossos próprios olhos.

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Talvez seja porque estamos no olho do furacão, no centro de toda essa mudança, mas existe uma pressão muito grande para que sejamos bem-sucedidos; para que aprendamos algo novo; para que entremos em forma; para que nos tornemos pessoas melhores. A outra opção fica parecendo ser somente o fracasso total.

Tenho certeza de que todos passamos por momentos de alta e baixa produtividade, esperança e desespero, positividade e desânimo. Isso é normal. Não existem regras de como viver em meio a uma pandemia.

E para os que se perguntam se este é o momento de investir em aprender algo novo, desenvolver uma habilidade, bem, só vocês têm a resposta. Quando for o momento certo pra você, considere esta nova realidade em que vivemos, considere todas as mudanças que a pandemia trouxe, e, então, entre em ação.

O que quer que aconteça, lembre-se; amanhã será um novo dia.

O que não ensinam na escola

Em um dado momento do seu aprendizado, você chegará a um ponto em que acreditará ter um bom nível de inglês. Um momento em que você se sentirá apto a enfrentar qualquer desafio que a língua te apresente.

Parabéns, não é fácil chegar até aqui. Entretanto, este ainda não é o fim da sua jornada. Uma nova jornada para além dos livros didáticos o espera; uma jornada no inglês da vida real.

O inglês dos livros versus o inglês da vida real

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  1. Gramática não gera comunicação

Ter uma gramática perfeita não vai garantir que você consiga se comunicar, que você seja compreendido. Claro que é importante usar a gramática corretamente, mas só a gramática não é garantia de comunicação; é preciso também levar vocabulário e pronúncia em consideração.

Além disso, falantes nativos não necessariamente sabem todas as regras gramaticais. E eles também cometem erros! Lembre-se de que você não precisa ser um Professor Pasquale para ser fluente em português.

  1. O vocabulário pode enganar

Há de se levar em conta as diferenças regionais na forma como as pessoas usam as palavras. Ou seja, dependendo da região ou do país, palavras podem ter significados completamente diferentes.

O exemplo mais conhecido são as diferenças entre o inglês britânico e o americano. Por mais que todo mundo saiba que há diferenças, nem todos sabem que elevador é lift na Inglaterra e elevator nos EUA. Caminhão é truck nos EUA, mas na Inglaterra é lorry.

E isso vai além da dicotomia EUA versus GB: no Canadá, e no Canadá somente, o café com leite e açúcar é double-double.

Na Austrália, o algodão-doce se chama fairy floss, enquanto no resto do mundo se chama cotton candy (literalmente algodão doce).

E na Inglaterra, fritas são chips, a batatinha tipo ruffles se chama crisps e um dos pratos típicos é fish and chips (peixe frito e fritas com sal e vinagre) embrulhado numa folha de jornal.

  1. O sotaque e a pronúncia variam

Falantes de inglês, assim como os brasileiros, têm sotaques diversos. Neozelandeses não soam como australianos, que, por sua vez, falam de modo diferente dos sul-africanos, que tem um sotaque diferente dos ingleses, que não falam da mesma forma que os irlandeses, cujo sotaque é diferente dos americanos que não soam como os canadenses.

Além do sotaque, há também palavras na língua inglesa que são pronunciadas de forma diferente dependendo do país ou da região.

Americanos dizem missile /ˈmɪsəl/ – meio que como míssil, mesmo – e fragile /ˈfræʤəl/ – também mais ou menos como frágil – enquanto os britânicos dizem /ˈmɪsaɪl/ (missail) e /ˈfræʤaɪl/ (fradjail). As diferenças não param por aí:

PalavraEUAGrã-Bretanha
Innovative (inovador)ˈɪnəˌveɪtɪvˈɪnəvətɪv
Schedule (agenda; horário)ˈskɛʤʊlˈʃɛdjuːl
Privacy (privacidade)ˈpraɪvəsiˈprɪvəsi
Vitamin (vitamina)ˈvaɪtəmənˈvɪtəmɪn
Tomato (tomate)təˈmeɪˌtoʊtəˈmɑːtəʊ 
*Veja a pronúncia destas e outras palavras aqui.

E daria pra gente continuar comparando palavras e pronúncias por um bom tempo, mas acho que deu pra ter uma idéia, não é?

Como se dar bem no inglês da vida real

Um bom começo é sair um pouco do livro de inglês. Assista séries e filmes em inglês com legendas em inglês. Ouça músicas em inglês e acompanhe a letra, cante junto. Leia – e é muito importante que leia – livros, revistas, jornais ou blogs em inglês.

E por falar em blogs em inglês, você sabia que a vspoke Language tem um site em inglês com ótimas dicas para ajudar você a falar fluentemente?

Mas atenção, não é suficiente só fazer essas coisas. É preciso ser um leitor ativo, por exemplo, e realmente prestar atenção no que se ouve e no que se assiste. É preciso ter propósito.

Anote as palavras que você não conhece ou que estão sendo usadas de forma diferente. Cheque a pronúncia de novas palavras, das palavras difíceis de entender, ou daquelas que você achava que eram pronunciadas de outra forma.

Os dicionários inglês-inglês geralmente incluem pronúncia. Existem ótimas alternativas online, como o Oxford, o MacMillan, e mesmo o Dictionary.com.

Se você precisar de ajuda nesse processo, entre em contato comigo. Ficarei feliz em compartilhar as técnicas que usei para aprender inglês sozinha e o que ainda faço e que funciona para mim.

Três erros comuns em inglês

Além das diferenças que existem na grafia da língua inglesa – assim como na língua portuguesa – há erros de ortografia bastante simples que confundem até mesmo os falantes nativos.

Nós não estamos falando de como se escreve centre no Canadá e nos Estados Unidos, que é center. Essas diferenças são, na verdade, aceitas como grafias corretas da palavra.

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Os erros mais comuns são também os mais simples.

1. Your x you’re

Your significa seu ou sua, enquanto you’re, que é a contração de you are, significa você é ou você está. Se pararmos para pensar no significado das duas palavras, não existem motivos para a confusão, afinal, expressam idéias tão diferentes.

Entretanto as duas palavras têm pronúncia muito próxima. Na hora de escrever, como a maioria de nós costuma pensar nas palavras sendo ditas, a confusão tem grandes chances de acontecer.

Exemplos:

  • Your teacher is drinking tea. (O seu professor está tomando chá.)
  • You’re a teacher. (Você é um professor.)

2. Their x they’re x there

O adjetivo possessivo their significa delesThey’re é a contração de they are, que significa eles são ou eles estão. E there significa lá. Novamente, em termos de significado, não há motivos para se trocar um pelo outro em uma frase.

Novamente, o grande fator de confusão é a pronúncia. Neste caso as três palavras são pronunciadas da mesma forma. Ou seja, para quem ouve, não há diferença entre dizer there, their, ou they’re.

Exemplos:

  • Their teacher is drinking tea. (O professor deles está tomando chá.)
  • They’re talking to their teacher. (Eles estão falando com professor deles.)
  • Their teacher is there. (O professor deles está .)

3. Its x It’s

Mais uma vez encontramos um adjetivo possessivo gerando dúvidas de ortografia. Desta vez trata-se de its(dela; dele – para coisas ou animais), que é comumente confundido com it’s, a contração de it is e que significa ele é ou está ou ela é ou está. Mas atenção, it se refere a objetos ou animais.

Se você pensou que o motivo para o erro é a pronúncia, você tem razão! A pronúncia das duas palavras é idêntica, o que acaba fazendo com que algumas pessoas se confundam na hora de usar um ou o outro.

Exemplos:

  • It’s your turn to do the dishes. (É a sua vez de lavar as louças.)
  • I opened the cookie jar and now I can’t find its lid. (Eu abri o pote de biscoitos e agora não consigo achar a tampa dele.)
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Bonus: here x hear

Para finalizar, mais um erro comum – e desta vez não tem nenhum adjetivo possessivo envolvido!

Here significa aqui. Hear significa ouvir. Mas, novamente, a grande culpada é a pronúncia. Essas duas palavras também são homófonas, ou seja, têm a mesma pronúncia.

De fato, uma das maiores causas de confusão em ortografia na língua inglesa é a homofonia.

Exemplo:

  • Please ring the bell so I can hear when you arrive here. (Por favor toque a campainha para que eu ouça quando você chegar aqui.)

Se você quiser praticar, dê uma olhada nos stories nosso Instagram. Acabamos de postar uma série de quizzes sobre palavras homófonas!

vspoke entrevista Ju Pazutti

Nós conversamos com a estilista brasileira Juliana Pazutti sobre a vida na Inglaterra durante o lockdown por conta do COVID-19.

Juliana Pazutti é estilista e artista plástica. No Brasil, trabalhou como estilista e diretora criativa de marcas como Carmim e Carola Joakina. Hoje, Juliana mora em Londres e teve suas instalações artísticas exibidas em galerias como Art Number 23 e mostras como Amalgama.

vspoke: Ju, pra ajudar a entender o contexto, conte pra gente um pouco sobre você, sua história.

Juliana Pazutti: Eu costumava viajar muito ao exterior com o trabalho. Sempre passava vergonha com a equipe e com as situações do dia-a-dia nos países que estávamos visitando. 

Conheci a Mel Guarino por uma indicação e uma amiga. Fazíamos aulas duas vezes por semana nos meus horários de almoço. Foi a minha melhor evolução com a língua, pois a Mel tem um jeito muito didático. Porém encerramos nossas aulas devido à mudança dela para o Canadá.

vspoke: Conta pra gente como surgiu essa ideia de morar em Londres?

Ju Pazutti: Me mudei para Londres para fazer um curso de 3 meses em de artes plásticas, inicialmente, e arrumar trabalho na área de moda e arte por aqui.

vspoke: E aqui em Londres você estudou inglês em uma escola de idiomas. Como foi essa experiência de estudar inglês na Inglaterra? O que te surpreendeu?

Ju Pazutti: Eu me arrependo muito de ter vindo para cá sem dominar a língua. Eu não tive mais aulas depois de minhas aulas com a Mel. Somente mais experiências com as viagens de trabalhos. (Porém, sempre a mesma rotina). Quando cheguei aqui tinha muitos amigos brasileiros, o que é bom, pois te faz sentir em casa, mas por outro lado é ruim, pois não te deixa sair da sua zona de conforto. 

Eu era capaz de acompanhar as aulas dos cursos que fiz em moda e arte, mas sentia muita dificuldade de expressar minhas ideias, pois não tinha vocabulário e nem segurança suficiente para isso.

Aqui em Londres, fiz aulas em uma escola de inglês, o que ajudou muito com a gramática e o fato de perder o medo em falar; a tal segurança!!

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vspoke: Você está em Londres neste momento em que várias fronteiras foram fechadas e voos estão escassos. Como está sendo sua rotina nesse período de quarentena?

Ju Pazutti: Agora estou lidando melhor com o tempo. Assisto muitos filmes, leio livros, faço exercícios físicos e desenho às vezes

vspoke: E o que mudou na forma como você estuda inglês hoje?

Ju Pazutti: Assisto filmes. Quando o filme é americano ou britânico, tenho tentado assistir sem legendas alguma. E quando o filme é francês, italiano ou outro idioma, eu o assisto com legendas em inglês. Leio livros em inglês também, vários ao mesmo tempo. Pois às vezes me canso da mesma história que não desenrola aí mudo para outro. Mas grifo todas as palavras que não sei, procuro a tradução e escrevo no próprio livro.

Aahhhh… aplicativos de dates também tem me ajudado, pois fico treinando o inglês, aprendendo gírias e abreviações nos chats com pessoas diferentes. (mas sem dates hahahaha)


A Juliana compartilhou conosco algumas ótimas dicas de como continuar a praticar inglês em casa. E vocês? Como vocês estão praticando inglês durante a quarentena? Deixe suas dicas e dúvidas nos comentários abaixo.

E agora: IELTS Academic, IELTS GT ou CELPIP?

Quem decide morar no Canadá como estudante pós-secundário ou como imigrante já sabe que terá que fazer um teste de proficiência. E neste contexto, os testes comentados são o IELTS e o CELPIP.

Na verdade, pessoas que tiverem interesse em cursar um college ou faculdade no Canadá têm algumas opções para provar a fluência necessária no idioma. Algumas instituições oferecem seu próprio teste, o que acaba sendo uma opção para muitos estudantes.

Outra opção é fazer o pathway program em uma escola de idiomas no Canadá. ILAC, ILSC e EC oferecem os maiores e mais respeitados programas pathway em Toronto.

E há ainda a possibilidade de fazer o teste de proficiência. Dentre os testes aceitos pelas instituições, está o IELTS Academic, que consiste de quatro (4) partes ou skills: Reading; Listening; Writing e Speaking.

Reading e Listening contam com 40 perguntas cada e devem ser feitos dentro de um limite de tempo: 60 minutos para leitura e 40 minutos para compreensão auditiva.

Já Writing tem duas (2) questões: a primeira é a análise de uma tabela ou gráfico, e a segunda é uma dissertação. Esta parte tem duração de 60 minutos.O Speaking é em formato de entrevista frente a frente com um examinador. O teste dura em torno de 15 minutos e as respostas são gravadas.

Agora atenção, esta prova não é aceita para fins de imigração. Quem quer se tornar residente permanente no Canadá precisa fazer o IELTS General Training, ou GT para os íntimos.

É importante notar que as provas Academic e GT não são intercambiáveis, ou seja, não é possível usar os resultados da Academic para imigração ou da GT para estudar em uma universidade.

Veja as diferenças e semelhanças:

A prova consiste das mesmas quatro (4) partes ou skills: Reading; Listening; Writing e Speaking e o tempo de duração de cada uma delas é o mesmo do teste Academic.

As partes de Listening e Speaking são idênticas para ambas as provas, ou seja, as mesmas questões fazem parte tanto da prova Academic quanto da GT. Entretanto, Reading e Writing são diferentes.

No Reading do IELTS Academic, as perguntas giram em torno de textos acadêmicos, enquanto no GT as perguntas permeiam tópicos do dia a dia, como notícias, anúncios e trechos de livros não acadêmicos.Já no Writing, a primeira questão, que no Academic é sobre gráficos, trata-se de um email. A segunda questão é uma dissertação, como no Academic.

A única outra prova aceita pela imigração canadense é o CELPIP, que é uma prova desenvolvida no Canadá.

Os temas, os sotaques, a grafia das palavras é canadense, ou seja, é uma prova voltada para a experiência e necessidades específicas do mercado daquele país.

A prova também tem quatro (4) partes, ou skills: Reading; Listening; Writing e Speaking. A grande diferença para o IELTS, é que a prova é feita inteiramente no computador, inclusive o Speaking.

Reading e Listening contam com 39 questões, cada, e a primeira deve ser feita em 60 minutos, enquanto a segunda, em 40 minutos.

Já o Writing é composto de duas (2) partes: na primeira deve-se redigir um email e, na segunda, uma dissertação.Finalmente, o Speaking tem duração de 20 minutos e as perguntas aparecem na tela do computador. O candidato deve gravar suas respostas dentro do tempo determinado para cada uma delas.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre as provas, qual delas se encaixa no seu perfil?

Para saber mais sobre IELTS Academic, GT e CELPIP, entre em contato conosco para uma consulta gratuita.

O que são testes de proficiência?

Muito se fala sobre testes de proficiência, mas o que são esses testes e para que servem?

Os testes de proficiência mais conhecidos, e que você provavelmente já ouviu falar, são TOEFL, IELTS e os testes de Cambridge. Mas também há outros como o TOIC, Trinity, PTE e o CELPIP. 

A função de testes é avaliar o conhecimento de forma quantitativa, ou seja, é uma forma de colocar o conhecimento em números. Deste modo, é possível entender o aproveitamento do aluno ou o desempenho do falante da língua inglesa.

Esses testes seguem as diretrizes de nível do CEFR, que foi desenvolvido em 1996 pelo Conselho Europeu. Você pode ler mais sobre esse tema aqui.

Para nós, o que importa é que todos os caminhos levam à Roma, quer dizer, os resultados dos testes podem ser comparados uns com os outros.

Agora que já sabemos o que são, para que servem?

Para quem quer ingressar em universidades nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália, os testes mais comumente aceitos são TOEFL, IELTS Academic e PTE Academic. Os testes Cambridge Proficiency C2 e Advanced C1 são aceitos em universidades do Reino Unido e em algumas do Canadá, EUA e Austrália.

Com exceção do Cambridge, que é vitalício, os outros testes têm validade que varia de um a dois anos.

Para quem está pensando em imigrar para o Canadá, os testes aceitos são IELTS General Training – atenção, o teste Academic não é aceito – e o CELPIP. Este último é um teste 100% canadense e inteiramente feito no computador. Infelizmente não está disponível no Brasil ainda.

Já para imigrar para o Reino Unido e Austrália, além do IELTS, também é aceito o PTE General, da Pearson Language Assessments.

Se você está pensando em fazer um teste de proficiência, mas não sabe qual, ou não sabe se está preparado ou como se preparar, entre em contato conosco; podemos ajudar.

Nosso próximo artigo trata da diferença entre o IELTS Academic, General Training e CELPIP. O foco é na imigração para o Canadá. Fique ligado!

Você sabe quando usar “the”?

Quando começamos a estudar inglês, aprendemos gramática mais ou menos nesta ordem: pronomes pessoais (I, you, he, she, it…); verbo to be (am, is, are), e artigos (a, an, the).

Esses são tópicos que podem parecer básicos, mas que costumam causar dúvidas a todos os estudantes de inglês. Os artigos (a, an, the) são, em geral, os que mais levam a erros mesmo em alunos mais avançados.

Algumas línguas não usam artigos, como, por exemplo, o japonês. Outras línguas, usam muitos artigos, como o português. E o inglês fica no meio termo; usa artigos mas não tanto como na nossa língua materna. E aí é que mora o perigo.

Brasileiros tendem a usar artigos em excesso. Curiosamente, russos e poloneses, também. Outras nacionalidades acabam usando artigos de menos.

Hoje nós vamos focar um pouquinho no uso do artigo “the”. Faça o quiz abaixo e descubra quando e porque usar o artigo “the”.

 

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