O que não ensinam na escola

Em um dado momento do seu aprendizado, você chegará a um ponto em que acreditará ter um bom nível de inglês. Um momento em que você se sentirá apto a enfrentar qualquer desafio que a língua te apresente.

Parabéns, não é fácil chegar até aqui. Entretanto, este ainda não é o fim da sua jornada. Uma nova jornada para além dos livros didáticos o espera; uma jornada no inglês da vida real.

O inglês dos livros versus o inglês da vida real

Photo by fauxels on Pexels.com
  1. Gramática não gera comunicação

Ter uma gramática perfeita não vai garantir que você consiga se comunicar, que você seja compreendido. Claro que é importante usar a gramática corretamente, mas só a gramática não é garantia de comunicação; é preciso também levar vocabulário e pronúncia em consideração.

Além disso, falantes nativos não necessariamente sabem todas as regras gramaticais. E eles também cometem erros! Lembre-se de que você não precisa ser um Professor Pasquale para ser fluente em português.

  1. O vocabulário pode enganar

Há de se levar em conta as diferenças regionais na forma como as pessoas usam as palavras. Ou seja, dependendo da região ou do país, palavras podem ter significados completamente diferentes.

O exemplo mais conhecido são as diferenças entre o inglês britânico e o americano. Por mais que todo mundo saiba que há diferenças, nem todos sabem que elevador é lift na Inglaterra e elevator nos EUA. Caminhão é truck nos EUA, mas na Inglaterra é lorry.

E isso vai além da dicotomia EUA versus GB: no Canadá, e no Canadá somente, o café com leite e açúcar é double-double.

Na Austrália, o algodão-doce se chama fairy floss, enquanto no resto do mundo se chama cotton candy (literalmente algodão doce).

E na Inglaterra, fritas são chips, a batatinha tipo ruffles se chama crisps e um dos pratos típicos é fish and chips (peixe frito e fritas com sal e vinagre) embrulhado numa folha de jornal.

  1. O sotaque e a pronúncia variam

Falantes de inglês, assim como os brasileiros, têm sotaques diversos. Neozelandeses não soam como australianos, que, por sua vez, falam de modo diferente dos sul-africanos, que tem um sotaque diferente dos ingleses, que não falam da mesma forma que os irlandeses, cujo sotaque é diferente dos americanos que não soam como os canadenses.

Além do sotaque, há também palavras na língua inglesa que são pronunciadas de forma diferente dependendo do país ou da região.

Americanos dizem missile /ˈmɪsəl/ – meio que como míssil, mesmo – e fragile /ˈfræʤəl/ – também mais ou menos como frágil – enquanto os britânicos dizem /ˈmɪsaɪl/ (missail) e /ˈfræʤaɪl/ (fradjail). As diferenças não param por aí:

PalavraEUAGrã-Bretanha
Innovative (inovador)ˈɪnəˌveɪtɪvˈɪnəvətɪv
Schedule (agenda; horário)ˈskɛʤʊlˈʃɛdjuːl
Privacy (privacidade)ˈpraɪvəsiˈprɪvəsi
Vitamin (vitamina)ˈvaɪtəmənˈvɪtəmɪn
Tomato (tomate)təˈmeɪˌtoʊtəˈmɑːtəʊ 
*Veja a pronúncia destas e outras palavras aqui.

E daria pra gente continuar comparando palavras e pronúncias por um bom tempo, mas acho que deu pra ter uma idéia, não é?

Como se dar bem no inglês da vida real

Um bom começo é sair um pouco do livro de inglês. Assista séries e filmes em inglês com legendas em inglês. Ouça músicas em inglês e acompanhe a letra, cante junto. Leia – e é muito importante que leia – livros, revistas, jornais ou blogs em inglês.

E por falar em blogs em inglês, você sabia que a vspoke Language tem um site em inglês com ótimas dicas para ajudar você a falar fluentemente?

Mas atenção, não é suficiente só fazer essas coisas. É preciso ser um leitor ativo, por exemplo, e realmente prestar atenção no que se ouve e no que se assiste. É preciso ter propósito.

Anote as palavras que você não conhece ou que estão sendo usadas de forma diferente. Cheque a pronúncia de novas palavras, das palavras difíceis de entender, ou daquelas que você achava que eram pronunciadas de outra forma.

Os dicionários inglês-inglês geralmente incluem pronúncia. Existem ótimas alternativas online, como o Oxford, o MacMillan, e mesmo o Dictionary.com.

Se você precisar de ajuda nesse processo, entre em contato comigo. Ficarei feliz em compartilhar as técnicas que usei para aprender inglês sozinha e o que ainda faço e que funciona para mim.

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